Estou de casa nova. seisbilhoes.wordpress.com
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E que tal me seguir pelo twitter também? twitter.com/gmantovani

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É horrível querer, com todos os ossos e músculos do corpo, dizer alguma coisa pra alguém mas saber que não pode e muito menos deve.
“Foi por isso que me apaixonei por você em primeiro lugar. E é por isso que nunca consegui te deixar ir.”
Repost de um conto de ano novo que postei de 2006 pra 2007.
Passam os meses, passam as semanas, passam os dias. Passam as horas, os minutos e em um segundo passa o ano novo. Muda a hora, o minuto, o segundo, o dia, o mês e o ano; no entanto, nada muda.
Mais um reveillon sozinho, sentado no mesmo velho sofá que comprei em uma venda de garagem. Passei a virada assistindo aos mesmos filmes que assisto todas as noites. Minha videoteca já está mais que curtida. O escolhido pro ano novo foi Amélie. Pensei em mudar um pouco e assistir dublado em Checo, mas odeio filmes dublados em geral, não importa o idioma. Ceia de ano novo? Passei a semana toda dentro de casa, meu armário estava vazio, tive que dar uma passada no mercado comprar alguma coisa pra comer. Sempre gostei de ir no mercado; principalmente aqui, sozinho. Mas não dessa vez; não essa semana. As luzes brancas estavam ofuscantes. As crianças correndo, os pais dando bronca, os adolescentes comprando vodka barata, os casais abraçados… tudo igual, ainda assim diferente.
Por força da tradição, comprei uma garrafa de vinho – um Chardonnay francês. Acabei por pegar duas garrafas; uma para o preparo da minha “ceia” e outra para beber. Juntei alguns ingredientes e me decidi por preparar um risoto, mais pra combinar com a uva Chardonnay. Falando em uva, acabei pegando alguns cachos de uva Itália e um melão – não imaginam a dificuldade de encontrar essas coisas. Assim que as vi, não pensei duas vezes. Aliás, pensei. Lembrei dos reveillons na praia, com a família; sempre saiam briguinhas entre os adultos, mas entre os primos estava tudo bem. Agente se divertia bastante. Ah, que saudade dos meninos. Aqueles cinco enchiam o saco, mas eu adoro esses moqueles! Devaneios de lado, lembrei que no ano novo sempre tinha uva, melão, melancia, pêssego em calda, lixia…
Perdi até o rumo do que estava escrevendo… Ah sim. “Sair de casa já é se aventurar”. Apesar disso, me fez sentir um pouquinho melhor esse passeio. Principalmente por essas lembranças. De volta e sem muita cerimônia, preparei meu risoto com vinho branco, coloquei o vinho para gelar um pouco, lavei a louça acumulada da semana e dei uma pequena geral na casa, pra entrar no ano novo ao menos um pouco organizado.
Ah, filosofia, pra que fui te descobrir? O resto do meu ano passei fazendo um balanço, enquanto a tv estava ligada em um canal de notícias francês. As conquistas, as derrotas, a nova vida, os desafios e no final, como tudo mudou, mas ao mesmo tempo continua a mesma coisa. Continuo sendo quem sou. Milhas e milhas longe e eu ainda não esqueci.
Nunca fui muito bom em narrativas, sabe? Meus professores de redação sempre diziam que minhas histórias tinham bons começos, ótimos desenvolvimentos, mas eu sempre terminava quando chegava no ápice. Mas acho que é porque minha vida toda foi assim; fazer o que, é característica da minha DDA, aprendi a viver com isso.
Não sei se vale a pena contar mais. Fiquei sentado no sofá, pensando na vida, tentando entender o que a televisão falava, por uma mistura de curiosidade e preguiça de mudar de canal. E eu dizia a mim mesmo que amanhã será um novo dia, um novo ano, de um novo tempo que começou; todos nossos sonhos serão verdade, o futuro já começou; a festa é sua, a festa é nossa, é de quem vier, quem quiser. Saudades também desse jingle da rede globo, já que não o ouvi esse ano. Saudosismo, saudosismo. Depois de tantos anos, ainda não aprendi a deixar o passado pra trás. Apesar de ter evoluído muito nesse aspecto, ainda me prendo a algumas coisas, como se fosse portos-seguros. Pode ser uma das minhas metas pra esse ano, mas essas ainda estou pra escrever.
E de resto, mais tarefas mundanas… lavar a roupa, lavar o banheiro (ouvindo Dream Theater. Uma associação um tanto quanto estranha, mas que me traz uma lembrança e identificação que tornam o trabalho mais leve), colocar o lixo pra fora. Tarefas que se eu tivesse executado aos poucos durante a semana, teriam sido bem menos trabalhosas.
Ao olhar aquele ambiente limpo como não o via há meses, me deu vontade até de colocar roupa nova. O fato é que não tinha nenhuma roupa que pudesse chamar de nova. Fiz também um rápida comparação, lembrando dos reveillons passados na praia, de bermuda e camiseta, pulando sete ondas e este, em pleno inverno, a pouco menos de dez graus Celsius. Ah, como eu queria que o frio ficasse só lá fora, mas ele teima em entrar. Esse inverno não vai acabar? Eu quero minha última dança, minha dança da eternidade…
Filosofia musical de lado, já não lembro o motivo inicial que me levou a escrever isso. Só tenho escrito, escrito e escrito, em meio a “Alt+Tabs” navegando na internet e conversando no messenger. Isso me lembra os velhos tempos. Nem sei se alguém vai ler tudo isso, até aqui. Faz tanto tempo. Nem sei se as pessoas ainda lembram q esse endereço existe.
Palavras, palavras, palavras. Acho q perdi um pouco da prática com vocês. Ainda aqui, sentado nesse velho sofá, por sorte meu apartamento tem Wi-Fi. No meu colo, uma das únicas coisas realmente novas. Juntei uma grana e me dei esse Mac Book Pro de Natal. Comprei pela internet e chegou ontem. O tempo de instalar tudo, resolvi voltar a postar aqui hoje. Ainda não tenho uma câmera digital. Será minha próxima aquisição, assim que terminar de pagar o notebook.
Mas voltando à história, que é o que importa. Durante a tarde comi algumas uvas, umas barras de cereal que também comprei no mercado pra complementar o “café da manhã” que tomei as 2 da tarde, que consistiu em uma tigela de corn flakes – puro, não tinha mais leite em casa… – pra agüentar até depois da meia noite…
Apesar da narrativa não-linear, o dia do meu reveillon foi mais ou menos assim.
Por volta das 10 horas o pessoal lá de casa me ligou pra dar feliz ano novo. Ah, que saudades. Disseram q está um monte de gente junto. A Irmandade e mais vários agregados. Acabou se tornando tradição passar ano novo lá em casa e cada ano vai mais gente. O pessoal todo gritou “Feliz Ano Novo” pra mim. Veio até uma lagriminha nos olhos. Mais algumas pessoas me ligaram também, os amigos mais próximos e os irmãos e irmãs. Pra mais alguns eu tinha ficado de ligar.
Como é de se esperar, não fui passar junto com a multidão nas ruas. Fiquei na janela da sala, com a taça de Chardonnay na mão, olhando os fogos subirem aos céus, riscando a paisagem pela frente e por trás da torre, refletindo nas águas do rio e mudando um pouco a paisagem cinzenta do Smog para o colorido dos fogos de artifício. O colorido pintando os céus e se unindo à linha dos edifícios, os rastros arrastados pelo vento. Foi sem dúvida muito diferente dos reveillons na praia. Daria tudo para estar no alto da London Eye no momento da queima.
Mas que venha o novo ano. Com todas aquelas promessas, vamos ver se consigo cumprir alguma.
Feliz 2010 pra todo mundo!
Hoje de manhã, ao caminho do trabalho eu ouvi uma frase no rádio que dizia mais ou menos assim ” O futuro caminha para ter dois tipos de pessoas, os que não comem e os que não dormem…. os que não dormem, não irão dormir por causa dos que não comem…” [fonte].
Para começar, fico feliz de ver que pessoas formadoras de opinião, como o acima mencionado jornalista Milton Jung, estejam participando do Blog Action Day. Devo confessar que o dia me pegou de surpresa. Fiquei sabendo dele hoje; assim como fiquei sabendo apenas ontem que uma nave extraterrestre iria aparecer dentro da atmosfera terrestre, mas isso já é assunto para outro post.
Há alguns dias tenho mastigado algumas idéias para escrever aqui sobre a Crise Econômica Mundial e o Neo Liberalismo radical. Para começar, fazendo uma comparação direta, é uma ironia o fato de uma economia global baseada nos conceitos de neoliberalismo, ou seja, mínima ou nenhuma interferência do estado na economia tenha que agora recorrer justamente à este Estado para seu resgate. Grandes países assumindo o controle de grandes bancos para evitar uma falência no sistema financeiro; está aí uma grande ironia.
Tá, mas o que isso tem a ver com a pobreza. Pois é. Tudo. Veja só, não estou querendo hipócritamente criticar o Sistema como um todo, dizendo que o modelo econômico e social adotado atualmente tende a enriquecer os mais ricos e empobrecer os mais pobres e nem enaltecer políticas pseudo-comunistas e filhos da puta que se chamam de governantes Chaveses da vida. Muito pelo contrário, acredito que os mais ricos têm sim o direito de enriquecer mais ainda. Excessões à parte, mas veja só. Sir Sean Connery – para não citar um exemplo bilionário como Bill Gates – já foi entregador de leite, motorista de caminhão e fisiculturista; o cara ralou (contou com um bocado de sorte também), conseguiu alguns trabalhos como ator e depois conseguiu o papel de James Bond. Vai me dizer que um cara desses não tem direito de enriquecer se é isso que ele quer? Por outro lado, temos nossos políticos e outros ladrões do gênero que enriquecem por meios ilícitos e aqueles que enriquecem abusando dos mais pobres (fábricas que ‘empregam’ ‘funcionário’ escravos, por exemplo).
O que nos leva exatamente ao tema, a linha da pobreza. Todos nós participando deste Action Day não temos noção do que é ter que sobreviver com menos de um dólar por dia. Fazendo as contas aqui no Brasil Varonil, o que você faz com 2 reais por dia? Por mais que tentemos imaginar, não dá. Sério. Nós vivemos em meio à computadores e vales-refeição de pelo menos 10 reais por dia. Mesmo essas pessoas que pedem dinheiro nos faróis, eles não estão abaixo da linha da pobreza. Todos já devem ter alguma vez lido ou feito a conta de quanto eles ganham por dia.
O fato é, que certas coisas devem ser repensadas na nossa sociedade até percebermos que Bolsa Família icentiva o aumento da pobreza e da desigualdade social. Devemos pensar que enquanto reclamamos que não temos dinheiro para sair essa semana, no coração da África sub-Sahariana uma uma multidão poderia ser alimentada e alojada com o que você recebe em uma semana.
Chegando o fim do mês, quando entra seu salário, pense: o que você faz para combater a pobreza extrema no mundo? Nada? Sente remorso por isso? É… é exatamente isso que me preocupa.
Artist: Dream Theater
Album: Train of Thought
Song: As I Am
Don’t
Tell me what’s in
Tell me how to write
Don’t tell me how to win
This fight
Isn’t your life
It isn’t your right
To take the only thing that’s
Mine
Proven over time
It’s over your head
Don’t try to read between the
Lines
Are clearly defined
Never lose sight of
Something you believe in
Takin’ in the view from the outside
Feeling like the underdog
Watching through the window I’m on the outside
Living like the underdog
I’ve been trying to justify you
In the end I will just defy you
To those who understand, I extend my hand
To the doubtful I demand, take me as I am
Not under your command, I know where I stand
I won’t change to fit your plan, Take me as I am
As I am
Still
Running uphill
Swimming against the current
I wish I weren’t so
Fucked
Feels like I’m stuck
Lost in a sea of mediocrity
Slow down,
You’re thinking too much
Where is your soul?
You cannot touch
The way I
Play
Or tell me what to say
You’re in the way
Of all that I believe in
Takin’ in the view from the outside
Feeling like the underdog
Watching through the window I’m on the outside
Living like the underdog
I’ve been wasting my breath on you
Open minds will descend upon you
To those who understand, I extend my hand
To the doubtful I demand, take me as I am
Not under your command, I know where I stand
I won’t change to fit your plan, take me as I am
As I am
Yeah
As I am
As vezes paro pra pensar em como o nosso mundo é bizarro.
Muitos de nós passam o dia sentados atrás de uma mesa, olhando pra uma tela e apertando botões em uma engenhoca que nem ao menos sabemos como funciona.
Os prédios são outro exemplo. Tem tanto lugar no mundo por que as pessoas têm que viver umas em cima das outras?
Os ônibus, de fora, também são engraçados. São caixas sobre rodas, com um monte de pessoas dentro.
Conhecer pessoas novas: legal.
Conhecer pessoas novas com as quais eu já havia sonhado antes: experiência interessante.
Conhecer a pessoa que estava sentada na MINHA pedra, no MEU retiro: muito medo O_O
Eu tenho saudades. Tenho saudades de um tempo que passou. Passou e deixou marcas profundas. Mais profundas do que às vezes consigo enxergar. Eu tenho saudades. Tenho saudades porque quando vejo o por do sol, por detrás dos prédios, olhando pela minha janela do 5º andar, eu penso em você. Eu sinto falta. Sinto falta porque as noites de terça-feira já não são mais as mesmas. De vez em quando eu viajo. Eu viajo e quando volto, percebo que estava aí, com você. Eu sinto saudades. Sinto saudades porque sei que você me fazia uma pessoa melhor. Às vezes eu sinto tristeza. Sinto tristeza porque, como já diziam, é triste o fim. Mas depois eu também fico feliz. Fico feliz porque hoje vejo a tormenta passando e vejo que eu ainda estou aqui. Eu até fico saudosista de vez em quando. E aí eu lembro de Tróia. Eu sonho. sonho e vejo passado e vejo presente e vejo futuro. Eu sinto falta. Sinto falta simplesmente porque eu adoro a companhia.
E agora… bom, agora, percebi que por muito tempo menti sobre muitas coisas pra mim mesmo. E agora também descobri muitas coisas que não conhecia aqui. E agora eu já fiz besteira demais pra continuar fingindo que nada aconteceu, que nada mudou. E agora, vou cuidar do meu jardim. E vou esperar as borboletas voltarem.
I miss you. Because… well, Just that. I just miss you.
Por mais que ultimamente eu tenha passado por um processo de auto-conhecimento fortíssimo, muitas coisas eu ainda não consigo entender. Algumas besteiras gigantescas que eu faço e faço e faço de novo.
Ei, rapaz. Devemos recordar-nos de pensar duas vezes antes.
Dentre as muitas coisas de que posso ser acusado, uma das que mais se destaca é de ser mentiroso. Mas cá entre nós, quem não é? Eu já fiz juras de amor eterno que não cumpri. Eu prometi que ia ligar, mas não liguei. Disse que ia mudar, que de amanhã em diante tudo ia ser diferente, mas na quarta-feira já era mais do mesmo. Eu já fingi que acreditei nas desculpas mais esfarrapadas. Já disse que mandei email, e que voltou, mas não mandei. Já falei que só dava caixa postal, por medo de ouvir o que o celular tinha pra me dizer. Já fingi que estava ausente, mas estava ali, esperando que alguém em específico entrasse e me chamasse. Já até menti pra mim mesmo, e disse que estava tudo bem, que a vida não poderia estar melhor. Já menti pra mim mesmo e disse que a vida estava um lixo e que só piorava a cada dia. Já menti pra mim mesmo dizendo que estava doente. Já pensei na mentira, e antes de contá-la mudei, pra chegando na hora consegui ter a coragem de contar a verdade. Já menti porque brincava de faz de conta e queria ser um personagem de um filme. Já menti porque sonho em ser alguém que nunca ninguém foi. Já menti e disse que não amo mais, que consegui esquecer. Já menti dizendo que li aquele livro que ainda não passei do primeiro capítulo. Já menti dizendo que nunca brinquei escondido com os brinquedos do meu irmão. Já menti quando me acusaram de alguma travessura, mesmo vendo meu irmão tomar a culpa, com um inocente “eu não lembro se fui eu…”. Já menti dizendo que não me importava que tirassem sarro de mim. Já menti dizendo que gostava daquele apelido de ginásio. Já menti dizendo que eram só negócios, quando o interesse era pessoal. Já menti dizendo que liguei no número errado, só pra ouvir a voz de alguém. Já menti e disse que não estava pensando em nada, quando a minha mente estava em turbilhão. Já fingi que estava doente só pra não ir pra escola. Já menti e disse que a aula tinha sido ótima, mas passei a noite tomando cerveja no bar. Já disse que tinha compromisso, mas na verdade eu só não queria sair de casa.
Mas apesar de todas as mentiras, por favor, acredite quando eu digo que você ainda é a mulher mais linda que eu já ví na minha vida. Mesmo agora, que o amor acabou (sic).